17/07/09
Sequenciamento genético feito no Brasil termina em agosto. Próximo passo é pesquisar DNA da célula do câncer de mama Pesquisadores brasileiros concluíram 90% do mapeamento genético do mosquito transmissor da malária no Brasil, o Anopheles darlingi. A expectativa é que o sequenciamento esteja pronto até agosto, afirma Ana Tereza Vasconcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Computação Científica, o LNCC, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Dados da Organização Mundial de Saúde mostram que metade da população mundial está exposta à malária. Na África, uma criança morre vítima da doença a cada 30 segundos. Assim que os estudos do LNCC ficarem prontos, os dados do genoma poderão ser utilizados para inibir a infecção do mosquito pelo protozoário que carrega a malária. “Entender a biologia desse vetor é extremamente importante para o controle da doença”, reforça Ana Tereza Vasconcelos. A pesquisadora do LNCC deu conferência na 61ª reunião da SBPC, em Manaus, nesta quarta-feira, 14 de julho. O mapeamento genético do Anopheles darlingi também ajudará os estudiosos a identificar proteínas que são importantes para o desenvolvimento do inseto e, a partir delas, criar inseticidas mais eficazes. “Nessas pesquisas, procuramos uma composição que não seja agressiva ao meio ambiente”, completa o professor Spartaco Astolfi Filho, da Universidade Federal do Amazonas. AVANÇOS – As pesquisas com o mosquito transmissor da malária integram o Projeto Genoma Brasileiro, criado em 1999. Em 10 anos, a iniciativa implantou uma rede de pesquisadores que utilizam um software para agrupar dados de mapeamento genético de diversas espécies. Este ano, o Laboratório Nacional de Computação Científica iniciou o sequenciamento da célula do câncer de mama, o segundo que mais mata mulheres no Brasil. “Vamos definir um catálogo de alterações genéticas e identificar alvos para o tratamento”, esclarece Ana Tereza Vasconcelos. Um dos principais desafios da rede genoma é a montagem das informações colhidas pelos pesquisadores. “A quantidade de dados gerados é muito grande. Nossa rede é do tamanho da Europa, o desafio é muito maior”, observa a pesquisadora do LNCC. Para se ter uma ideia, há uma década, os estudiosos levavam mais de um ano e meio para mapear o genoma de uma bactéria. Hoje, isso é feito em três dias.
Origem: Biologias
Fonte(Referências): http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=1995
UnB Agência, Carolina Vicentin - Da Secretaria de Comunicação da UnB
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