05/03/10
Agência FAPESP – Um “parente” mais velho dos dinossauros foi descoberto por um grupo de pesquisadores na Tanzânia, indicando que os répteis pré-históricos podem ser mais velhos do que se estimava. Em estudo publicado na edição desta quinta-feira (4/2) da revista Nature, paleontólogos dos Estados Unidos, Alemanha e África do Sul descrevem a descoberta de um animal que compartilha muitas características com os dinossauros, mas tendo vivido cerca de 10 milhões de anos antes. A nova espécie foi denominada Asilisaurus kongwe e pertence a um grupo dos silessauros, que eram próximos dos dinossauros. O estudo indica que pelo menos três vezes durante a evolução dos extintos répteis e de seus parentes, animais carnívoros evoluíram em espécies que incluíram plantas na dieta. Essas mudanças ocorreram em um espaço de tempo inferior a 10 milhões de anos, um período relativamente curso em termos geológicos. Segundo o estudo, a relação dos silessauros com os dinossauros pode ser comparada com a existente entre o homem e os chimpanzés. Para os pesquisadores, ainda que os mais velhos dinossauros descobertos até hoje tenham cerca de 230 milhões de anos, a presença de parentes próximos 10 milhões de anos antes implica que as linhagens dos dinossauros e dos silessauros divergiram de ancestrais comuns há pelo menos 240 milhões de anos. Silessauros e dinossauros conviveram durante boa parte do período Triássico, entre 200 milhões e 250 milhões de anos atrás. Esse é o primeiro animal do período Triássico parecido com o dinossauro até hoje encontrado na África. O primeiro silessauro foi descoberto apenas em 2003. Ossos fossilizados de pelo menos 14 espécimes foram encontrados em um depósito no sul da Tanzânia, tornando possível a reconstrução de um esqueleto quase completo. Faltaram apenas partes do crânio e dos membros superiores. Os silessauros encontrados tinham entre 50 centímetros e 1 metro de altura e de 1 a 3 metros de comprimento. Pesavam de 10 a 30 quilos. Andavam com as quatro pernas e provavelmente se alimentavam de carne e de plantas, uma vez que tinham dentes triangulares e mandíbula inferior com uma ponta parecida com um bico. A nova espécie foi escavada junto com restos de ancestrais primitivos dos crocodilianos. Segundo os autores, a presença desses animais no mesmo local e tempo indica que a diversificação dos parentes dos crocodilianos e das aves foi rápida e ocorreu também mais cedo do que se considerava até então. “Todos adoram os dinossauros. Mas esse estudo fornece nova evidência de que eles eram apenas um de diversos grupos grandes e distintos de animais que explodiram em diversidade durante o Triássico”, disse Sterling Nesbitt, da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, primeiro autor do artigo. O artigo Ecologically distinct dinosaurian sister group shows early diversification of Ornithodira (Vol 464 | 4 March 2010 | DOI:10.1038/nature08718), de Sterling Nesbitt e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em http://www.nature.com
Origem: Biologias
Fonte(Referências): http://www.agencia.fapesp.br/materia/11845/divulgacao-cientifica/ainda-mais-velhos.htm
Agência FAPESP
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é bom saber que encontraram uma nova espécie de Dinossauro e que ainda seja a mais velha da Era Triássica, que seria a mais recente.
[09/03/10 ás 17:12]